Devido aos sintomas do ritmo cardíaco demasiado acelerado, nos últimos 15 anos o José foi regularmente ao hospital. A aceleração é causada por fibrilhação auricular que é uma alteração no ritmo cardíaco. Para reduzir ao máximo as queixas relacionados com a doença cardíaca, José foi  submetido a duas ablações que se caracterizam por serem procedimentos cirúrgicos utilizados em caso de alterações no ritmo cardíaco[1]. Como é que José toma uma decisão antes do tratamento? Apresentamos-lhe algumas sugestões.

1ª sugestão: uma boa preparação é fundamental

“Antes da consulta com o meu médico, reúno o máximo de informação possível. Quero estar a par de tudo. Da primeira vez que falei com o meu médico sobre a ablação, pesquisei na Internet informação sobre o tratamento. Como não fazia ideia do que era, vi vídeos no YouTube, onde reconhecidos cardiologistas falavam sobre o assunto. Depois fiz uma lista mental de perguntas que gostaria de colocar durante a consulta. Assim posso também verificar a informação que encontrei na Internet.”

Sabe o que deve perguntar ao seu médico?

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2ª sugestão: decidir em conjunto

“A minha primeira ablação não foi bem-sucedida. Dois meses após a operação, voltei a ter sintomas do ritmo cardíaco demasiado acelerado. Foi um choque. Em conjunto com o meu médico, decidi submeter-me novamente ao procedimento. O meu médico falou-me das vantagens e dos riscos das opções de tratamento e deu-me tempo para pensar tranquilamente no assunto. Sei que não pode dar-me garantias de sucesso, sempre foi muito sincero e transparente. Felizmente não voltei a ter sintomas depois da segunda ablação!”

3ª sugestão: não ter receio de fazer perguntas

“No passado, o meu médico prescreveu-me um medicamento anticoagulante. Não percebi imediatamente porque é que a medicação era necessária. Sou suficientemente objetivo para perguntar ao meu médico qual o motivo para me recomendar este tipo de medicação. Nunca faria nada que não estivesse convencido. Então, o médico explicou-me que os anticoagulantes ajudam a reduzir o risco de AVC.[2]  E que existem diversos tipos. Nesse caso, quero saber quais são as diferenças entre os anticoagulantes e vou fazer as devidas questões.”

4ª sugestão: levar a medicação em consideração

“O uso de medicamentos anticoagulantes nunca limitou a minha vida. É verdade que ficava mais facilmente com nódoas negras na sequência de pancadas, mas o meu médico já me tinha avisado que isso podia acontecer. Eu sabia com o que podia contar. Quando conhecemos as vantagens e desvantagens de um tratamento ou da medicação, já não temos surpresas.”

Sabe com o que deve contar caso tome um medicamento anticoagulante?

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[1] Singh A, et al. Cardiac Catheter Ablation for Heart Rhythm Abnormalities. JAMA. 2019;321(11):1128. doi:10.1001/jama.2018.9832.

[2] Kirchhof P, et al. 2016 ESC Guidelines for the management of atrial fibrillation developed in collaboration with EACTS. Eur Heart J. 2016;37 (38):2893-2962.