Há dois anos atrás, Helena sofreu uma taquicardia. Uma vez que os problemas cardíacos eram persistentes, teve de ir a várias consultas no hospital. Foi-lhe diagnosticada fibrilhação auricular. Para aliviar os sintomas e reduzir os riscos da fibrilhação auricular, o seu médico prescreveu-lhe dois medicamentos. Como é que a Helena toma uma decisão sobre o tratamento a seguir? Apresentamos-lhe algumas sugestões.

Sugestão 1: As perguntas devem ser feitas

“As consultas para falar sobre tratamentos devem ser rotina para os médicos, mas para mim, enquanto doente, é tudo novo. Por isso, costumo preparar-me com antecedência, apontando todas as minhas perguntas. O meu companheiro acompanha-me sempre, e lembra-me caso me esqueça de uma pergunta. Às vezes, tenho a sensação que o meu médico cardiologista está pressionado com o tempo e que não consigo esclarecer todas as minhas dúvidas. Mas quando preciso de mais tempo ele fica sempre disponível para mim.”

Sugestão 2: É melhor decidir em conjunto

“O meu médico cardiologista receitou-me um medicamento diferente do que tomava inicialmente. Depois de ler o folheto informativo deste novo medicamento, descobri que não é recomendada a exposição ao sol.” Comecei a pensar: “Este medicamento tem este efeito secundário que para mim é importante e não quero tomá-lo.” O meu médico cardiologista aceitou a minha decisão e disse que o corpo é meu e se não me sentir bem a tomar algum medicamento, tenho o direito de o recusar. Foi muito compreensivo. Neste momento continuo a tomar a medicação antiga, sem este efeito secundário indesejável.”

Sabe que perguntas pode colocar ao seu médico na tomada da decisão sobre medicação anticoagulante?

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Sugestão 3: O médico deve esclarecer a razão pela qual opta por um determinado tratamento

“Quando o meu médico me receitou um medicamento anticoagulante, explicou-me claramente que apesar de não aliviar os sintomas da fibrilhação auricular, ajudava a reduzir o risco de AVC. Graças à sua explicação entendo o porquê que tenho de tomar um determinado medicamento, o que também aumenta a probabilidade de eu seguir o seu conselho. Para mim, isto aplica-se a todos os conselhos e decisões.”

Sugestão 4: É essencial a orientação sobre o estilo de vida

“Não falei sobre isto com o meu médico cardiologista, porque o meu próprio organismo avisa-me quando consigo ou não consigo fazer alguma coisa. Além disso, não me deixo limitar pelo uso do medicamento anticoagulante. Devido à fibrilhação auricular sei o que não consigo fazer. Por exemplo, neste momento não consigo subir escadas. Já me informei sobre como posso adaptar o meu estilo de vida tendo fibrilhação auricular, mas sei que o meu médico aconselha outros doentes com menos sintomas do que eu a realizar a prática de desporto, trabalho e outras actividades diárias.”

Sabe o que deve ter em conta se estiver a usar medicamentos anticoagulantes?

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