O João apresenta problemas cardíacos aproximadamente desde os seus quarenta anos de idade. «De vez em quando sentia que o meu batimento cardíaco se alterava, de regular para irregular. Normalmente, durava apenas algumas horas e por isso não me preocupei logo. Era sobretudo uma sensação desagradável e cansativa. Conseguia sentir exatamente quando começava e quando acabava, mas não permiti que isso influenciasse a minha vida.»

O momento decisivo para O João

O João começou a preocupar-se quando os sintomas aumentaram; a fibrilhação auricular ocorria com mais frequência e cada episódio durava mais tempo. «Foi aproximadamente aos cinquenta anos de idade que decidi consultar o médico de família sobre os meus sintomas. Não me lembro do que ele disse, mas de qualquer modo não tomei nenhuma medida.» Até há 10 anos.

«Uma manhã queria falar com a minha esposa sobre o carro novo do vizinho, mas mal conseguia falar. Ela notou imediatamente que algo se passava e chamou a ambulância. Quando a ambulância chegou, os sintomas já tinham desaparecido, mas ainda assim fui para o hospital. No hospital, o médico disse que eu tinha tido um acidente isquémico transitório como resultado da fibrilhação auricular.» A fibrilhação auricular pode provocar a formação de um coágulo sanguíneo no coração e isto pode resultar num acidente isquémico transitório ou, no pior cenário, num AVC (Acidente Vascular Cerebral).

O cardiologista que atendeu o João no hospital prescreveu um anticoagulante e um anti-hipertensivo. «Agora tomo estes medicamentos todos os dias. Mantêm a minha tensão arterial sob controlo e diminuem a probabilidade de ter um acidente isquémico transitório ou um AVC.»

Ginásio três vezes por semana

O João não deixa que a fibrilhação auricular influencie a sua vida. Ainda assim, toma cuidados adicionais com a sua saúde. «Até há pouco tempo corria duas vezes por semana e até corri maratonas. O exercício é particularmente benéfico quando se tem fibrilhação auricular. Agora vou mesmo ao ginásio três vezes por semana; mais do que ia antes.» O João também começou a consumir menos álcool: «Noto que o meu coração começa a ficar inquieto quando bebo mais do que dois copos de vinho por dia.»

Se o João  não estivesse a falar com a sua esposa

O João pensa que é assustador uma pessoa ter um acidente isquémico transitório ou até mesmo um AVC sem que se aperceba do que está a ocorrer. «Se não estivesse a falar com a minha esposa, provavelmente não me teria apercebido e poderia continuar com fibrilhação auricular não diagnosticada durante muito mais tempo.»

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