Há cerca de 10 anos, quando estava de férias na Suíça, o António desenvolveu uma sensação de batimentos fortes no peito. “Eu tinha estado a jogar golfe e estava muito quente. Nessa noite, acordei de repente com um batimento cardíaco irregular e uma sensação de pressão.”

Não é necessário acabar com as férias

Como o António é um médico de clínica geral reformado, conseguiu fazer o diagnóstico de fibrilhação auricular. “Por uma questão de segurança, fui a um médico de clínica geral na Suíça. O médico de clínica geral fez-me um eletrocardiograma e receitou-me medicamentos para ajudar o meu ritmo cardíaco a voltar ao normal. O médico garantiu-me que não era necessário interromper as minhas férias.” Seguiu-se um segundo episódio. Novamente quando estava a jogar golfe, mas desta vez em casa. “Depois deste episódio, fui ao cardiologista, que prescreveu um anticoagulante para reduzir o risco de se formarem coágulos no sangue.”

Várias opções de tratamento

No início, o António experienciava um episódio de fibrilhação auricular cerca de duas ou três vezes por ano. Existem várias opções de tratamento para a fibrilhação auricular. “Penso que é importante que o médico me informe sobre as opções de tratamento e que me envolva na tomada de decisões. É claro que, como médico reformado, tenho conhecimento prévio e sei quais as perguntas que tenho de fazer, mas para as outras pessoas é útil a preparação para a conversa.”

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Eliminar por completo o consumo de álcool

Durante cada episódio, o António recebeu uma medicação por via endovenosa que estabilizou com sucesso o seu ritmo cardíaco. Depois de sofrer um quarto episódio, o cardiologista perguntou-lhe se consumia álcool. “Sim, ocasionalmente tomava uma bebida depois de jogar golfe. Afinal era esse o fator desencadeante! Por isso eliminei por completo o consumo de álcool.” A partir desse momento, o António teve menos problemas.

Ultimamente, o António tem levado as coisas com mais calma. “Além de já não consumir álcool, também tento descansar um pouco mais. Também ando menos.” Agora, o António recorre com frequência a um carrinho de golfe para se deslocar de um buraco para outro no campo de golfe. “Sinto-me muito melhor depois de fazer estes ajustes. Sinto-me bem!”

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«Não devias ir com mais calma, pai?»

Fábio, o filho do António, preocupa-se frequentemente com o pai. Especialmente quando ele tem um dia cheio de planos. Ele está sempre atarefado. «Eu digo-lhe com frequência: “Não devias ir com mais calma, pai?”» O pai toma um anticoagulante, o que aumenta o risco de hemorragia. O que acontece se ele esbarrar em alguma coisa ou cair? É muito fácil ocorrer um acidente em casa. «Felizmente, a minha mãe é médica e sabe exatamente o que fazer numa situação de emergência.»

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