«Tenho alguns hematomas feios. Desde a virilha até ao interior das minhas pernas.» A Carina acaba de se submeter a uma ablação, um tipo de cirurgia para controlar os seus sintomas de fibrilhação auricular. «Estava mesmo a sofrer com o facto de o meu coração começar a disparar. O meu médico disse-me que a ablação poderia resolver esses problemas. É claro que não é uma garantia, mas é uma possibilidade.» Contudo, a Carina não foi adequadamente informada sobre os riscos do tratamento, como a hemorragia interna. E esta não foi a primeira vez.

Risco de queda

A Carina gosta de ser ativa. Andar a pé, de bicicleta, dançar. O seu estilo de vida ativo está associado a determinados riscos. «Desde que comecei a sofrer de fibrilhação auricular, tenho tonturas e caio mais facilmente.» Isso aconteceu recentemente à Carina. Ela caiu na rua e bateu com a parte de trás da cabeça. «Fiquei com um grande alto na cabeça, mas não senti tonturas. Decidi não ligar imediatamente ao meu médico de clínica geral. Afinal, era sexta-feira e o fim-de-semana estava prestes a começar. Achava que não tinha sido assim tão mau.»

Aumento do risco de hemorragia interna

Ao longo do fim-de-semana, a Carina sentiu enjoos e tonturas. Começou a ficar preocupada. Assim, na segunda-feira, decidiu ligar para o médico de clínica geral. «O meu médico disse-me que eu deveria ter ido diretamente para as urgências na sexta-feira. Como tomo um anticoagulante, tenho um risco maior de hemorragia interna. Se eu soubesse disso, tinha definitivamente ligado de imediato! Porque é que não referiram isso mais cedo?»

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Inicialmente, a Carina sabia muito pouco sobre os riscos associados a uma ablação e à utilização de anticoagulantes — e que existem vários tipos disponíveis. «O meu médico não me explicou porque me receitou especificamente este tipo de medicamento. E, para ser sincera, não pensei muito nisso durante a consulta.» Agora a Carina escreve as suas perguntas antes da consulta e também pode fazer perguntas ao médico por telefone. «Aprendi a não deixar a informação passar por mim. Se a decisão do meu médico não parecer correta, digo logo. A informação adequada tranquiliza-me.»

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«O que posso fazer se ela cair?»

«A minha mãe está muito preocupada  alt=e insegura com a sua saúde. O médico dela esforça-se em tranquilizá-la.» a Mariana, filha da Carina, percebe que a sua mãe acha difícil ajustar o seu estilo de vida à sua situação. «Às vezes fico zangada com a minha mãe. Ela quer fazer tudo de uma vez e depressa. Ela já não pode fazer isso.» Ela sabe que a mãe pode sofrer hematomas mais facilmente agora que toma um anticoagulante e que tem risco de hemorragia prolongada. Como a Mariana vive a 45 minutos de distância da mãe, não consegue chegar rapidamente para a ajudar. «Por vezes preocupo-me com isso. O que posso fazer se ela cair? Espero que haja pessoas perto dela que possam ajudá-la numa situação de emergência.»

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