Em 2015, o Paulo sofria de batimento cardíaco irregular uma ou duas vezes por semana. “O ritmo acelerado do coração e do pulso provocavam-me medo e ansiedade. Por isso fui de imediato ao meu médico de clínica geral.” O médico de clínica geral encaminhou o Paulo para o cardiologista. No entanto, o cardiologista não conseguiu detetar nenhum problema.

Mais preocupado depois do diagnóstico

O ritmo cardíaco estava normal no momento das medições, pelo que foram efetuados exames mais detalhados. O Paulo usou um dispositivo durante uma semana para medir o seu ritmo cardíaco ao longo de um período mais extenso. “Durante uma consulta com o cardiologista tive de realizar um teste de esforço e foi efetuado um eletrocardiograma (ECG). Só depois desses exames fui diagnosticado com fibrilhação auricular.” Apesar de atualmente não sofrer de batimentos cardíacos irregulares, o Paulo tem de tomar diariamente um anticoagulante. “Fiquei mais sensível ao stresse desde o diagnóstico. Preocupo-me facilmente com todo o tipo de coisas.”

Bem preparado para uma situação de emergência

A fibrilhação auricular aumenta o risco de coágulos de sangue no coração. A utilização de um anticoagulante reduz o risco de formação de coágulos. No entanto, também pode aumentar o risco de hemorragia se o doente se ferir 13,29. “Este pensamento assusta-me e por isso pesquisei os efeitos secundários em detalhe. Isso deixou-me ainda mais ansioso.” A sua companheira dá uma ajuda. “Quando estou com ela, sinto-me imediatamente mais tranquilo.”

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“Eu tenho de ter mais cuidado ao atravessar a estrada”

O Paulo sabe que precisa de anticoagulantes e confia totalmente no seu médico. No entanto, fez algumas mudanças no seu estilo de vida. Por exemplo, tem medo de sofrer um acidente enquanto anda de bicicleta, particularmente devido ao risco de ferimentos e de hemorragia. “Percebi que me tornei mais cauteloso quando ando de bicicleta. Se sofrer um ferimento, levará mais tempo para a hemorragia parar.” A sua companheira acha que ele ainda corre muitos riscos. “Ela diz que eu tenho de ter mais cuidado ao atravessar a estrada.”

Cartão de Alerta do Doente

O Paulo anda sempre com o seu Cartão de Alerta do Doente para uma situação de emergência. Este cartão fornece informações como o tipo de anticoagulante que está a tomar. “Em caso de acidente, penso que é importante saber quais as opções para interromper o efeito do meu anticoagulante. Isso também é reconfortante para a minha companheira.”

Um ano sem nenhum episódio

O Paulo não teve nenhum episódio de fibrilhação auricular pelo menos durante um ano. Ele pode contactar o seu médico se tiver alguma dúvida ou preocupação. “Tenho muita confiança nele. Ele dá-me sugestões e conselhos sobre como gerir a minha doença. Ele tem uma boa reputação; confio que sabe o que está a fazer.”

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«O que acontece se ele tiver um acidente?»

A Carla, parceira do Paulo (que tem 73 anos de idade), está satisfeita por ele estar a fazer mais exercício. O Paulo tem fibrilhação auricular e toma um anticoagulante para reduzir o risco de acidente vascular cerebral. De manhã, fazem exercício juntos e agora o Paulo utiliza a sua bicicleta mais vezes, por exemplo para fazer as compras. A Carla preocupa-se com o seu comportamento no trânsito. «O Paulo deveria ser mais cuidadoso no trânsito. Muitas vezes, tenho de lhe dizer para ir mais devagar ao andar de bicicleta. Digo-lhe que tem de olhar com cuidado antes de atravessar. O que acontece se ele tiver um acidente?» A Carla sabe que o Paulo leva sempre consigo o seu cartão de alerta do doente, em caso de emergência. «Se algo acontecer, os profissionais de saúde sabem que o Paulo está a tomar um anticoagulante. Essa informação é útil caso ele tenha uma hemorragia.»

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