A Ana sofre de fibrilhação auricular há mais de 25 anos. “Uma vez fui ao meu médico de clínica geral devido a palpitações. Depois de ser encaminhada para o cardiologista, disseram-me que sofria de fibrilhação auricular.” Dois anos depois, a Ana descobriu que se passava algo mais.

Desmaio à porta do hospital

Cerca de dois anos depois do diagnóstico, o coração da Ana acelerou de repente. Ela desmaiou à porta do hospital onde trabalhava e foi imediatamente levada para o departamento de cardiologia para desfibrilhação. “A partir daquele momento tive de fazer medicação, algo que nunca tinha feito antes. Isso teve um efeito profundo em mim.”

A dose de anticoagulante não era suficiente

Inicialmente, a Ana tinha de fazer análises ao sangue a cada duas semanas na Consulta de Anticoagulação, para medir os valores de coagulação do seu sangue. A dose era determinada com base neste resultado. “Consegui fazer isso ao longo de dois anos, mas depois decidi que não queria continuar este processo.” O seu médico receitou um anticoagulante diferente.

Contudo, a Ana sofreu um acidente vascular cerebral em 2007. “No carro, a caminho de casa, de repente vi todas as cores bonitas no céu. Depois de chegar a casa, dei comida ao cão muito antes da hora habitual.” Na altura, o marido trabalhava como paramédico e percebeu que algo não estava certo. “O meu discurso soava cada vez mais estranho e eu não conseguia mexer as mãos corretamente.” O marido contactou o médico de clínica geral, mas infelizmente já era tarde demais para evitar danos permanentes.

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O acidente vascular cerebral virou o seu mundo ao contrário

O acidente vascular cerebral virou o mundo de Ana completamente ao contrário. Ela está mais esquecida, cansa-se mais facilmente e as suas emoções são menos profundas. “A minha personalidade mudou sem que eu me apercebesse. Para o meu marido, não sou a mesma mulher com quem casou.” Há poucos sinais visíveis, o que significa que quem está próximo não percebe as mudanças. “Eles acham estranho que eu não beba álcool ou queira ir para casa mais cedo. O meu marido explica a situação e eles são geralmente compreensivos.”

Entretanto a Ana também se submeteu a uma ablação, mas a fibrilhação auricular ainda não desapareceu. “Por vezes acordo às quatro horas da manhã porque o meu coração começa a acelerar. Sempre que tenho um episódio, preocupo-me com a possibilidade de formação de um coágulo.”

“Eu gosto de receber informações completas do meu médico”

A Ana tem consciência da necessidade de anticoagulantes, mas também está preocupada com os riscos. No entanto, tenta não deixar essa ansiedade tomar conta da sua vida. “Eu sei que tem havido muitos progressos na área dos anticoagulantes. Existem diferentes tipos de anticoagulantes e é bom saber quais são os benefícios e desvantagens. Gostaria que o meu médico me tivesse informado mais cedo da existência de alternativas ao anticoagulante que eu tomava inicialmente.”

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«Espero que esse hematoma não se transforme numa hemorragia interna»

A Ana mudou muito desde o AVC, e a sua filha Susana também notou isso. «A minha mãe cansa-se mais facilmente, é esquecida e demonstra menos emoções.» A Ana toma um anticoagulante para reduzir o risco de outro AVC. Isso aumenta o risco de hemorragia interna. «Recentemente, a minha mãe desenvolveu um hematoma no olho. Normalmente, podemos não nos preocupar tanto com isso, mas é claro que agora me preocupo muito mais. Eu disse-lhe para estar atenta e, felizmente, ela também leva isso a sério.» Rapidamente, a mãe da Susana procurou o seu médico de clínica geral: «Agora o hematoma desapareceu; isso deixa-me mais tranquila.»

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